Equipe inaugura pista de arrancada rumo a PyeongChang 2018

Atletas do Brasil passam a contar com equipamento essencial para o desenvolvimento da modalidade / Foto: Divulgação CBDGAtletas do Brasil passam a contar com equipamento essencial para o desenvolvimento da modalidade / Foto: Divulgação CBDG

São Paulo - No azul da novíssima pista de push, a equipe verde-amarela de bobsled do Brasil pretende decolar rumo aos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018.
 
Na reta final da luta pela classificação, os atletas do Brasil inauguraram oficialmente nesta quinta-feira, dia 24, no Núcleo de Alto Rendimento de São Paulo, um equipamento essencial para o desenvolvimento da modalidade num país tropical. A expectativa é de que seja o primeiro passo para uma arrancada para resultados ainda mais expressivos no cenário internacional.
 
“Hoje temos uma estrutura que não tem comparação com o que era antes. Tanto na parte técnica como na preparação física. Antes, a gente não tinha como treinar a arrancada. Nós chegávamos para competir sem treinar o push. Então, nossa técnica só ficava melhor no meio ou no fim da temporada. Agora, estamos trabalhando em detalhes a performance de cada atleta”, afirmou Edson Bindilatti, o experiente piloto do quarteto principal do Brasil, que já tem no currículo três participações em Jogos de Inverno (Salt Lake City-2002, Turim-2006 e Sochi-2014).
 
“Este ano está sendo muito importante para nós. Começamos a treinar no Núcleo de Alto Rendimento, e agora temos a pista de push. São condições muito melhores para a gente evoluir”, disse Sally Mayara, piloto da dupla feminina.
 
O trilho da pista de push tem pouco mais de 75 metros de extensão e é cercado por fotocélulas que monitoram detalhadamente a performance da equipe. A estrutura foi montada pelos próprios atletas, e permite que a Equipe Brasileira tenha condições de treino similares às dos principais países do bobsled na Europa e América do Norte. Atualmente, o quarteto brasileiro masculino ocupa a 22ª posição no ranking mundial, melhor colocação do país num começo de temporada internacional. A Equipe Brasileira de Bobsled, formada por 8 atletas, viaja em setembro para as competições de inverno no Hemisfério Norte.
 
Para a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), a inauguração da pista de push é um marco para o bobsled no país.
 
“Atualmente, o treinamento da nossa equipe é idêntico ao dos principais países da modalidade. Durante a pré-temporada (abril a setembro), os atletas treinam a parte física e técnicas de largada na pista de arrancada. De outubro a março, as pistas de bobsled ficam abertas e os nossos conjuntos conseguem treinar a pilotagem na mesma quantidade dos demais competidores”, explicou Tiago Wisnevski, gerente de esportes da CBDG.
 
O Brasil tem boas chances de classificação olímpica no bobsled. No masculino (quarteto e dupla), são 30 cotas em disputa. No feminino (dupla), são 20. A classificação é baseada no ranking internacional do esporte e fecha apenas no dia 14 de janeiro de 2018. A conquista da vaga nas três disciplinas será um feito inédito para o país.
 
Equipe brasileira de bobsled 
 
Masculino
Edson Luques Bindilatti (piloto)
Edson Ricardo Martins
Denis Almeida Parreiras de Santana
Erick Gilson Vianna Jeronimo
Odirlei Carlos Pessoni
Rafael Souza da Silva
 
Feminino
Sally Mayara Siewerdt da Silva (piloto)
Jacqueline de Nazaré Santos Silva
 
Treinador 
José Eduardo Moraes
 
 

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