Bobsled brasileiro inaugura pista de push em São Paulo

Novidade é mais uma iniciativa da CBDG visando o aprimoramento técnico das equipes de bobsled do Brasil / Foto: Divulgação/CBDGNovidade é mais uma iniciativa da CBDG visando o aprimoramento técnico das equipes de bobsled do Brasil / Foto: Divulgação/CBDG

São Paulo - O bobsled brasileiro deu mais um importante passo rumo aos Jogos Olímpicos de PyeongChang. Neste mês, foi concluída a montagem da pista de push, instalada no Núcleo de Alto Rendimento (NAR), em São Paulo.
 
Momento em que os atletas empurram o trenó no gelo, o push é equivalente à largada e costuma ser decisivo para a performance das equipes. Com 78m, a pista oferece a possibilidade de ser desmontada e, assim, pode ser deslocada para outros locais. Integrante da seleção brasileira de bobsled, Odirlei Pessoni entende que com a novidade o Brasil dará um salto de qualidade nas competições internacionais. “O que sempre falamos é que com uma pista de push no país não perderíamos em preparação física para
o resto do mundo. Eles (outros países) também não empurram em pista de gelo neste período. Fazem da mesma forma que nós. Sempre que chegávamos na temporada, gastávamos um mês para pegar ritmo da empurrada, por causa do longo período sem empurrar. Então a pista pode pode nos ajudar a chegar a todo Novidade é mais uma iniciativa da CBDG visando o aprimoramento técnico das equipes de bobsled do Brasil vapor, sabendo o que vamos fazer”, comenta.
 
Experiente, Odirlei explica que com a pista será possível aprimorar “o sincronismo e a técnica da equipe o ano inteiro”.
 
O fato de não treinar sobre o gelo e em baixíssimas condições climáticas são fatores de menor importância, explica: “A forma de empurrar e correr é a mesma no gelo e na pista que temos, então essa diferença não interfere muito. Como o trenó que temos aqui tem a mesma medida do trenó do gelo, a empurrada, a sincronia e a forma de correr é a mesma”, diz.
 
A opinião de Odirlei é compartilhada pelo piloto da equipe da seleção, Edson Bindilatti, que comemorou: “Hoje podemos dizer que não ficamos atrás em nada em termos de preparação em relação a qualquer time do mundo.”
 
Em 17º no ranking mundial, o 4-man brasileiro está muito perto de garantir vaga nos Jogos de Inverno de 2018. Hoje, as duplas masculina e feminina também têm boas chances de ir à Coreia do Sul.
 

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