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Nalbert Bitencourt: "Para mim esse suporte do COB foi fundamental"

Campeão olímpico em Atenas 2004, participou da 1ª turma do Programa de Carreira do Atleta do COB / Foto: Ismar IngberCampeão olímpico em Atenas 2004, participou da 1ª turma do Programa de Carreira do Atleta do COB / Foto: Ismar Ingber

Nalbert Bitencourt: "Para mim esse suporte do COB foi fundamental"
 
Nalbert Bitencourt foi um dos líderes de uma das gerações mais vitoriosas da história do voleibol brasileiro. Capitão da seleção adulta durante oito anos, com a camisa verde e amarela conquistou 13 títulos e 23 pódios. Se dentro da quadra Nalbert teve uma carreira brilhante, fora dela o carioca contou de com o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) para realizar uma transição adequada e bem-sucedida.
 
Atualmente comentarista do Sportv e palestrante, Nalbert participou da primeira turma do Programa de Carreira do Atleta (PCA) em 2011. A oportunidade abriu a cabeça do ex-jogador, que a partir das orientações do coaching do COB, Antônio Carlos Moreno, graduou-se em Marketing e expandiu seus horizontes. Nesta entrevista, concedida após apresentação da nova turma do PCA, nesta terça-feira, dia 20, na sede do COB, Nalbert conta um pouco da experiência de ter participado do PCA e como isso contribuiu para uma transição de carreira planejada e assistida. 
 
Como o Programa de Carreira do Atleta te ajudou na sua transição?
O PCA me ajudou muito na preparação para essa nova fase. Ele me deu outra visão e me trouxe a certeza do caminho que eu queria seguir. Através do PCA tive a possibilidade de fazer uma faculdade, me formar e de me conhecer melhor, minhas forças e até mesmo minhas fraquezas. Abriu várias possibilidades de eu poder ter a convicção do caminho a seguir. 
 
Você se sentia com o futuro indefinido no momento de encerrar a carreira? O PCA te deu um direcionamento?
Sim, certamente o PCA me deu um plus. Eu já tinha aberto a porta da televisão, mas hoje, até mesmo na TV, pelo conhecimento adquirido aqui neste programa, eu consigo corpo lá dentro, consigo ter um papel mais importante do que simplesmente ser um comentarista. Isso tudo só agregou.    
 
O PCA te permitiu descobrir que você tinha diferentes habilidades, além do vôlei?
Certamemte. Quando estamos na carreira de atleta, costumamos nos fechar num mundinho de treinamentos e jogos. A competitividade é tão grande que o foco se concentra totalmente naquela atividade. E quando encerramos a carreira, temos a possibilidade de ampliar o mundo, o leque de atividades e descobre que muita coisa legal fora das quatro linhas, das piscinas, das pistas. Isso tudo é revelador e motivador. 
 
O momento de encerrar a carreira de atleta é muito difícil. Você já passou por esse processo de forma bem sucedida. Que conselhos você daria para os atletas da nova turma do PCA?  
Têm alguns nesta turma que vão demorar a parar ainda, mas acho que já é uma grande vantagem fazer essa transição durante a carreira. Ter essa possibilidade hoje é muito boa. Quem me dera eu tivesse tido essa oportunidade. Cada um tem o seu momento, sua fase. Tem gente que pensa numa transição durante a carreira, outros resolvem parar e começam a mudança depois. Cada um tem seu tempo e suas particularidades. O certo é que estão tomando a decisão correta, que é investir em capacitação, conhecimento e se aperfeiçoarem.
 
Como você avalia esse suporte do COB aos atletas no período de transição de carreira? Qual a importância da entidade proporcionar esse tipo de serviço?
É fundamental. É um caminho sem volta. Isso nunca tinha acontecido e a partir de 2012 com a primeira turma, com o sucesso das carreiras daqueles atletas que participaram, com suas carreiras consolidadas, encaminhadas. É um caminho sem volta, que a gente espera que seja precursor e esteja sempre em evolução.  Para mim esse suporte do COB foi fundamental. É normal quando o atleta encerre a carreira ele fique sem saber para onde ir. Surge aquela dúvida e insegurança. No meu caso, foi ótimo. Antes de mais nada, ele tem que ter a iniciativa de querer aprender e descobrir novas coisas. Depois vem a satisfação de perceber que há caminhos, possibilidades. Isso tudo foi revelador e inspirador para mim.
 
 

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