Jens Hinderlie: “Só temos um caminho a seguir e é para cima!”

Jens Hinderlie, 35 anos, mora no Rio de Janeiro e é técnico da Seleção Brasileira de Hóquei no Gelo desde 2015 / Foto: DivulgaçãoJens Hinderlie, 35 anos, mora no Rio de Janeiro e é técnico da Seleção Brasileira de Hóquei no Gelo desde 2015 / Foto: Divulgação
 
Jens Hinderlie: “Só temos um caminho a seguir e é para cima!”
 
O norte-americano Jens Hinderlie, 35 anos, mora no Rio de Janeiro e é técnico da Seleção Brasileira de Hóquei no Gelo desde 2015. Logo na primeira campanha, conduziu o país à inédita medalha de bronze no Pan-americano da modalidade, na Cidade do México. Agora, prestes a participar de mais uma edição, ele detalha  sua experiência ao lado do time brasileiro, os desafios do esporte e as expectativas para a competição, que acontece entre 5 e 11 de junho novamente no México.
Em 2015, o Brasil conquistou sua primeira medalha no hóquei no gelo. Podemos esperar resultados tão bons ou até melhores?
Parece que cada ano está evoluindo. Em 2015, o nosso melhor ano, tivemos total apoio, estrutura e um plano para construir uma equipe de hóquei competitiva – e nós ganhamos a medalha de bronze. No ano passado as coisas mudaram. Alguns dos nossos melhores atletas não puderam ir. Lutamos para fazer os gols e terminamos na quarta posição. Não tinha tanto talento, mas em muitos aspectos eu acho que melhoramos. Neste ano temos feito vários recrutamentos e tentamos convencer alguns dos melhores jogadores a ir ao México. Estou muito confiante na lista de atletas que estamos trazendo nesse ano. O desafio é quão rápido podemos nos tornar uma equipe – é o nosso próximo obstáculo. Temos apenas alguns dias para nos prepararmos. Estou muito animado. Acho que temos uma grande chance de competir pelo ouro.
 
Quais os principais desafios para o avanço do hóquei no gelo no Brasil?
Os maiores obstáculos são infraestrutura, organização e cultura. Não temos gelo para praticar e treinar. Se tivéssemos, mesmo que por um mês, já ajudaria muito! Também temos que estar bem organizados para planejarmos o futuro. O Brasil está faminto por algo novo nos esportes. O hóquei no gelo pode alimentar essa fome, mas temos que começar devagar. Temos de ser pacientes, mas ao mesmo tempo manter a divulgação do que já estamos fazendo.
 
O que o hóquei no gelo pode fazer para crescer no país?
Precisamos continuar a partilhar a nossa história. Temos um grande documentário produzido na temporada passada e temos que ter sucesso quando jogarmos partidas internacionais. Recebemos muito interesse de pessoas nos Estados Unidos e no Canadá. Assim, a ajuda de fora do país será a chave. Além disso, quem sabe até um filme de Hollywood pode ser feito sobre nós? Só temos uma direção a seguir e é para cima!
 
Quais os principais objetivos na preparação para o Pan-americano de Hóquei no Gelo?
Nosso foco será no jogo em equipe. Hóquei é um grande esporte coletivo e temos que ter todos na mesma página. Confiança, responsabilidade, sacrifício e ética de trabalho: todos esses componentes são cruciais para times bem-sucedidos. E, finalmente, treinar os cérebros desses jogadores para pensar no hóquei no gelo. É um esporte diferente do inline e temos um tempo muito curto para nos prepararmos.
 
Quais são os principais rivais do Brasil e o que nosso time precisa para vencê-los?
Eu diria que a equipe sub-20 do México é a nossa maior rival. Tivemos alguns grandes jogos contra eles em temporadas passadas. Claro, a Argentina também é uma grande adversária. Mas nós ficamos melhores a cada ano e estou muito orgulhoso de treinar esses atletas. Esperamos ter o apoio de todo o Brasil!
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