Pesquisa mostra que brasileiro foi do pessimismo ao orgulho nos Jogos Rio

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Agência nova/sb também descobriu que houve redução da intolerância nas redes durante a competição e quais foram os atletas mais populares. Usain Bolt, Neymar e Michael Phelps lideram a lista / Foto: DivulgaçãoAgência nova/sb também descobriu que houve redução da intolerância nas redes durante a competição e quais foram os atletas mais populares. Usain Bolt, Neymar e Michael Phelps lideram a lista / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro - O clima pós-Jogos Olímpicos é de entusiasmo, otimismo, orgulho e resgate de um patriotismo que parecia adormecido. Antes pessimista e temendo que não houvesse legados reais para o Rio de Janeiro com a Olimpíada, o brasileiro acredita que não só a imagem do país melhorou após as competições, como percebeu que houve transformações reais na cidade, sobretudo no que se refere a mobilidade urbana.
 
Outro aspecto relevante depurado durante os Jogos Rio 2016 é que a intolerância nossa de cada dia expressada nas redes sociais teve significativa redução. Esse e outros dados sobre comportamento do brasileiro foram apresentados nesta quinta-feira (8) pela agência nova/sb, em coletiva de imprensa no Rio Media Center. 
 
“Inegavelmente as Olimpíadas superaram as expectativas. Antes, havia o temor pela não-conclusão das obras, pelo risco de atentados terroristas e de o Brasil ficar com uma imagem negativa para o resto do mundo. Hoje a visão é de que as Olimpíadas foram um sucesso e o Brasil mostrou sua capacidade de fazer um evento dessa grandeza”, revela Sérgio Silva, diretor de Planejamento da nova/sb. 
 
Aassista a coletiva na íntegra: 
 
 
A agência nova/sb é especializada em Comunicação de Interesse Público e tem tradição na produção de estudos e pesquisas de comportamento. Ao longo de um ano e oito meses foram ouvidos mais de 140 grupos de discussão utilizando metodologia própria qualitativa de avaliação chamada PULSO. No estudo sobre as Olimpíadas foram ouvidos participantes de idades entre 18 e 50 anos, moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo, pertencente à classe C. 
 
Atletas populares nas redes - Phelps ou Bolt? Marta ou Neymar?  Vanderlei ou Pelé? Anitta ou Gisele? Cada vez mais as redes sociais são um termômetro eficiente para medir popularidade. Atenta a isso, a equipe do projeto Comunica Que Muda, da nova/sb, monitorou quase 5 milhões de menções em português nas redes sociais, sites e blogs, com o uso da plataforma Torabit. O jamaicano Usain Bolt ganhou de lavada e foi o mais mencionado durante os dias 3 e 21 de agosto, período pesquisado. A judoca Rafaela Silva, medalhista de ouro, foi a mulher mais mencionada, figurando na quarta posição. 
 
“A nossa proposta é mostrar que a internet exerce um papel de destaque nas nossas vidas, e foi possível observar isso durante os Jogos Olímpicos. Com essa pesquisa conseguimos mostrar que os brasileiros estão casa vez mais conectados e não seria diferente durante a Olimpíada. Foi interessante ver que estamos participando nas redes e nas arenas”, conta Caio Túlio da Costa, diretor do Torabit. 
 
Ranking dos 20 atletas mais citados nas redes sociais e na internet
 
1º Usain Bolt (atletismo)
2º Neymar Jr. (futebol)
3º Michael Phelps (natação)
4º Rafaela Silva (judô)
5º Thiago Braz (salto com vara)
6º Marta (futebol)
7º Isaquias Queiroz (canoagem)
8º Flavinha - Flavia Saraiva (ginástica artística)
9º Robson Conceição (boxe)
10º Bárbara Seixas (vôlei de praia)
11º Alison Cerutti - Mamute (vôlei de praia)
12º Arthur Zanetti (argolas)
13º Simone Biles (ginástica artística)
14º Diego Hypolito (ginástica artística)
15º Bruno Schmidt (vôlei de praia)
16º Rafael Nadal (tênis)
17º Ryan Lochte (natação)
18º Mayra Aguiar (judô)
19º Luan Guilherme (futebol)
20º Agatha Rippel (vôlei de praia)
 
Intolerância - No universo das 5 milhões de menções feitas nas redes sociais às Olimpíadas durante o período em que os jogos ocorreram (de 3 a 21 de agosto), foi detectada nas principais redes 17.128 menções relativas a três assuntos de intolerância: racismo, misoginia e homofobia.  O estudo abrangeu Facebook, Twitter e Instagram. 
 
O principal achado é que, durante os Jogos, houve redução significativa em postagens racistas nas redes do que na análise anterior. Entre abril e junho de 2016, a equipe do Comunica Que Muda da nova/sb já havia monitorado e constatado que 98% das menções a raça na internet eram intolerantes. No período da Olimpíada esse percentual passou para 39%. 
 
 

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