Brasil atinge melhor desempenho em Olimpíadas mas vê meta do Top-10 distante

Ouro inesperado de Thiago Braz ajudou Brasil a atingir resultado histórico / Foto: Alexander Hassenstein / Getty ImagesOuro inesperado de Thiago Braz ajudou Brasil a atingir resultado histórico / Foto: Alexander Hassenstein / Getty Images

Rio de Janeiro - Com as duas medalhas de ouro conquistadas no 13º dia da Rio 2016, nesta quinta-feira, o Brasil superou seu melhor resultado em Olimpíadas, em Atenas 2004, quando também chegou a cinco ouros - mas, na Grécia, o país teve apenas 10 medalhas, enquanto aqui já possui 15. 

O ouro inédito na vela feminina, de Martine Grael e Kahena Kunze, somado ao título olímpico de Alison e Bruno Schmidt, no vôlei de praia, recolocaram a delegação no Top-15 do quadro geral de medalhas, com 5 ouros, 5 pratas e 5 brozes, na 14ª colocação. 

Porém, a meta estabelecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), de figurar entre os 10 melhores países do mundo, parece longe de ser alcançada. Para chegar até lá, o Brasil precisaria de pelo menos mais três medalhas de ouro, o que o faria ultrapassar a Austrália, 10ª colocada, que tem 7 ouros. Além, é claro, de torcer para quem está à sua frente não ganhar mais ouros. 

Lembrando que, para o quadro oficial de medalhas, conta-se o número de ouros na definição das posições. Caso seja o mesmo, as quantidades de láureas de prata e bronze, respectivamente, servem como desempate. 

O cenário é difícil, mas não impossível. O Brasil tem ainda como possibilidade de medalha o futebol masculino, que disputa o ouro na final contra a Alemanha, neste sábado, às 17h30. 

Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na vela / Foto: Matthias Hangst  / Getty ImagesMartine Grael e Kahena Kunze, ouro na vela / Foto: Matthias Hangst / Getty Images

Além disso, o time masculino de vôlei, sob o comando de Bernardinho, entra em quadra contra a Rússia, nesta noite de sexta-feira, às 22h15. Se ganhar chega à final contra a forte seleção italiana. 

Outra chance imensa de medalha de ouro do Brasil é a dupla Isaquias Queiroz e Erlon Souza, na canoagem C2 1000m. Depois de levar a prata no C1 1000m e o bronze no C1 200m, o baiano Isaquias vêm com força total para levar o ouro na prova em que já foi campeão mundial, junto com seu parceiro Erlon. A final ocorre pontualmente às 9h22 neste sábado. 

Outras medalhas, menos prováveis, podem vir do atletismo. O Brasil ainda disputa as eliminatórias do revezamento 4x400m feminino e masculino, nesta noite de sexta-feira; a final do lançamento de martelo com Wagner Domingos, também hoje à noite (ele passou à final em 9º); a final do revezamento 4x100m masculino (o Brasil passou com o oitavo e último tempo); e a maratona masculina na manhã de domingo. 

Pentatlo moderno masculino, triatlo feminino e ciclismo mountain bike masculino e feminino, provas que o Brasil ainda disputa até o fim da Rio 2016, praticamente não apresentam chances de medalhas. 

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