Milhares na Corrida Mulher-Maravilha no Rio de Janeiro

Muita animação, mesmo com a chuva  / Foto: DivulgaçãoMuita animação, mesmo com a chuva / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro - A chuva que caiu foi um ingrediente a mais para elas mostrarem seu poder e determinação. Milhares de mulheres de todas as idades brilharam na segunda edição da Corrida Mulher-Maravilha – Rio de Janeiro, disputada neste domingo (26) de manhã, no Aterro do Flamengo, zona Sul da cidade. 
 
Na corrida 8k, a vencedora foi a mineira Solange Maria Mariano, campeã da 4k em 2017. Já na 4k, a primeira colocada foi a fluminense Glauciele de Oliveira Souza. A prova teve ainda uma caminhada de 4k feminina e a prova masculina Trevor Army, corrida e caminhada 4k.
 
Apesar do dia nublado, as mulheres não se intimidaram. Logo cedo se concentraram no Monumento dos Soldados Mortos na Segunda Guerra Mundial para aproveitar as diversas ativações montadas pelos patrocinadores e apoiadores do evento. E, claro, não faltaram inúmeras fotos e selfies para comprovar o empoderamento feminino.
 
É o caso da bicampeã Solange Maria Mariano, que levava uma vida sedentária até 2011, quando, incentivada pela irmã, disputou sua primeira corrida de rua. De lá pra cá, passou a treinar diariamente e sua vida se transformou com o esporte.
 
“A corrida de rua foi uma mudança radical em minha vida. No ano passado, na véspera dessa corrida, tinha disputado uma prova de montanha e vim direto pra cá. Cheguei com o objetivo apenas de participar, mas, logo na largada, deu aquela vontade de brigar pelo título. Esse ano estava tudo perfeito porque adoro correr na chuva. Vim pra vencer e consegui um bom tempo nos 8 km”, disse a mineira, de 39 anos, que cumpriu o percurso em 30min44s.
 
Viúva, mãe de um adolescente de 17 anos e casada pela segunda vez há dez anos, Solange começa seu dia em Angra dos Reis com um treinamento. Em seguida cuida dos afazeres de casa, do trabalho e ainda arruma tempo para as aulas na faculdade de Educação Física.
 
“A emoção de correr é inexplicável, é um estímulo de vida. A gente troca qualquer balada, a gente se cuida mais. Estou vivendo muito e melhor e vou chegar aos 40 na minha melhor fase de vida. Ser a Mulher Maravilha 2018 significa, acima de tudo, muita gratidão, resultado de um trabalho que a gente vem fazendo. É emocionante”, afirmou.
 
Já Glauciele de Oliveira, vice-campeã na 4k em 2017, preparou-se para, dessa vez, chegar ao lugar mais alto do pódio. A moradora de Belfort Roxo, na Baixada Fluminense, venceu a prova com o tempo de 14min35s, melhorando sua marca em 1min41s.
 
“O percurso é muito legal. Mais uma vez a prova estava bem organizada e a estrutura é ótima. A chuva nem me incomodou porque é uma emoção muito grande você correr e ouvir o incentivo das pessoas. Ser a Mulher Maravilha significa ser uma mulher forte, guerreira e uma inspiração para continuar correndo”, destacou. “Meu sonho é poder representar o Brasil numa Olimpíada”, completou Glauciele, de 21 anos, que cursa a faculdade de Educação Física.
 
Resultados 2018:
 
Corrida 4k
1) Glauciele de Oliveira Souza, 14min35s
2) Stephanie Araujo Saraiva, 15min11s
3) Ana Paula Carvalho, 15min24s
 
Corrida 8k
1) Solange Maria Mariano, 30min44s
2) Rozana de Souza Albuquerque, 31min00s
3) Vera Betanha Basilio Rosa, 31min26s
 
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