Corrida e Caminhada pela Inclusão reúne mais de 12 mil pessoas no Pacaembu

O evento que agitou a manhã de domingo em São Paulo fez parte das comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down / Foto: DivulgaçãoO evento que agitou a manhã de domingo em São Paulo fez parte das comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down / Foto: Divulgação

São Paulo - Quando foi dada a largada para a prova, às sete da manhã, deste domingo 19/03, uma garoa caia sobre a Praça Charles Muller, no Pacaembu. Nada que tirasse o ânimo dos corredores, caminhantes, participantes das oficinas do Instituto Olga Kos e seus acompanhantes que vestiram a camisa da solidariedade.
 
A Corrida e Caminhada pela Inclusão do IOK já faz parte do calendário esportivo e cultural da cidade de São Paulo e se destaca pela grande mobilização de participantes que se reúnem, a cada ano, para mostrar a necessidade da inclusão das pessoas com Síndrome de Down na sociedade.  
 
"É importante conscientizarmos a sociedade sobre essas pessoas que têm deficiência intelectual,  principalmente síndrome de down. Mostrar, que elas têm, mesmo que no tempo delas, as mesmas condições de participar de qualquer atividade, tanto quanto nós. Essa manifestação de carinho que testemunhamos aqui no Pacaembu é a prova de que estamos no caminho certo", afirma Olga Kos, vice-presidente do IOK.    
 
A Síndrome de Down é lembrada no dia 21/03, em alusão à trissomia do cromossomo 21, já que as pessoas que possuem a síndrome carregam 3 cromossomos número 21. No Brasil, estima-se que 300 mil pessoas têm a Síndrome de Down e que 30 mil estejam em São Paulo. A data é comemorada desde 2006 e sua importância está no fato de reconhecer que o indivíduo com Síndrome de Down merece respeito, garantia de direitos e oportunidades de inclusão social.
 
João, que participa dos projetos de inclusão desenvolvidos pelo Instituto Olga Kos, disse que gosta de praticar esportes e que estava feliz por participar da caminhada. Ele era um dos quase 300 inscritos nos projetos do IOK que participaram do evento.        
 
"O esporte é tudo na vida dele. É tudo! É o que ajuda nesse processo de inclusão dele na sociedade", disse Natália, mãe de João, que caminhou ao lado do filho. 
 
Leonardo Arruda, que também tem síndrome de Down,  estava orgulhoso em participar da prova. Ele correu 5 quilômetros e não cansou de exibir a medalha que conquistou. 
 
"Estou muito feliz. É muito bom ganhar essa medalha!".  
 
O atleta Ângelo Assumpção, da seleção olímpica de ginástica, disse que toda a mobilização em torno do evento ajuda a chamar a atenção para a causa da pessoa com deficiência. 
 
"A gente não precisa colocar tabu em nada. A inclusão nos ajuda a combater o preconceito e a desenvolver o ser humano. Eu já tinha tido contato com o trabalho do Instituto Olga Kos e poder estar aqui, abraçando essa causa, é motivo de muita alegria".   
 
Marinalva Cruz, secretária-adjunta da secretaria municipal da pessoa com deficiência de São Paulo, destacou que um evento do porte da Corrida e caminhada promovida pelo IOK é importante para a população, de um modo geral. 
 
"Momentos como esse servem para reforçar o protagonismo da pessoa com deficiência. Mostrando que ele é um cidadão como outro qualquer. Que ele tem habilidade e competência para participar de qualquer atividade. O Instituto Olga Kos tem proporcionado tudo isso e é um prazer estar aqui", afirmou. 
 
Outros representantes de governos e da sociedade civil também estiveram no Pacaembu. Entre eles, estava Damiana Lanusse que integra uma missão do Vaticano que está elaborando um novo modelo de educação para o mundo, a pedido do Papa Francisco. Damiana é uma das coordenadoras do projeto que reuniu 12 entidades de diferentes países para formatar um documento com as propostas que deverá ser apresentado ainda esse ano pelo Papa.  
 
Uma dessas entidades é o Instituto Olga Kos, que desenvolve projetos esportivos e de arte e cultura e atende cerca de 3.000 crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual na cidade de São Paulo. Parte das vagas nos projetos são destinadas a pessoas que se encontram em situação de risco social, moradoras de comunidades próximas de onde as oficinas são realizadas, em cerca de 40 locais na capital.  
 
"Esse ano, o Instituto Olga Kos está completando uma década e nós só temos motivos para comemorar. Essa imensa participação das pessoas que estiveram aqui no Pacaembu é a prova de que a sociedade pode sim se unir para abraçar a causa da inclusão.  Trabalhar pela inclusão dessas pessoas é o que nos move e o que impulsiona o nosso trabalho", destacou Wolf Kos, presidente do IOK. 
 
A terceira edição da Corrida e Caminhada pela Inclusão – Ano III, do IOK, contou com percursos de 5 e 10 km de corrida e de 4 km para a caminhada. Os participantes receberam um kit com camiseta, squeeze, toalha e sacola. Ao final da prova todos receberam medalhas pela participação. Os três primeiros colocados de cada modalidade, nas categorias masculina e feminina, foram premiados com troféus.  
 
Resultados da Prova
 
Categoria - Feminino 5 KM
 
1- Juliana Véras
2- Jessica Umbelino dos Santos
3- Natalia Santos Gois
 
Categoria - Masculino 5 KM
 
1- Everton Rocha
2- Rogerson José Glaab
3- Warley Leme
 
Categoria - Feminino 10 KM
 
1- Fernanda Cucolo
2- Nadia Lima
3- Janaina Cachetti
 
Categoria Masculino 10 KM
 
1- Jamil da Silva Santos
2- Valdeci Costa dos Santos
3- Antônio Carlos Pereira
 
Categoria - Feminino PNE 5 km
 
1- Eliana Aparecida
2- Letícia Santos
3- Fabiano Souza
 
Categoria - Masculino PNE 5 KM
 
1- Simerson Santos
2- Renato de Melo
3- Genival dos Santos
 
 

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