Exemplo de como a canoagem entrou na vida da Família Sofia

O esporte que trouxe motivação e ganhou o coração de uma família inteira em Foz do Iguaçu / Foto: DivulgaçãoO esporte que trouxe motivação e ganhou o coração de uma família inteira em Foz do Iguaçu / Foto: Divulgação

Paraná - Poliana (16), Vinicius (14), Daniela (12) e Milena (9) são filhos da auxiliar de cozinha Maria Lucia de Oliveira Sofia e do técnico em agropecuária Agnaldo Alves Sofia. Vindos de Matelândia, município a 80 quilômetros de Foz do Iguaçu, no Paraná, eles vieram há quatro anos atrás de novas oportunidades na Terra das Cataratas.
 
Morando na periferia da cidade, no bairro Vila “C Nova”, Seu Agnaldo homem do campo, viu uma dificuldade de adaptação dos filhos com a mudança para a “cidade grande”, e buscava algo para entreter e que motivasse a molecada. “Eu assisti na televisão uma reportagem sobre esse projeto (Meninos do Lago) de Canoagem, daí corri atrás para tentar inscrever meus filhos. Como eu e minha esposa trabalhamos o dia todo, coloca-los na prática do esporte creio que foi uma boa escolha”, explica.
 
Poliana e Vinícius ingressaram no projeto social/desportivo denominado Meninos do Lago, patrocinado pela Itaipu Binacional desde o ano de 2013. A empolgação dos jovens atletas e dos próprios pais foi tão grande, que no início do ano seguinte arrastaram a Daniela que na oportunidade tinha apenas nove anos de idade e só não inscreveram a irmã mais nova porque ainda não tinha a idade mínima de sete anos para frequentar as aulas. Por esse motivo Milena teve que conter sua ansiedade até o dia 1º de fevereiro de 2016, quando então conseguiu a autorização para também participar do projeto.
 
“O meu irmão entrou primeiro, ele sempre dizia que era muito legal. Quando eu entrei no Projeto não tinha muita ideia do que era canoagem, mas me identifiquei muito com esse esporte e hoje é difícil de viver sem ele. Estou melhorando tecnicamente a cada dia e sei que não posso falhar nos meus estudos senão caio fora do Projeto", disse Poliana Sofia.
 
“Eu queria entrar com seis anos, mas não deixaram. Aí tive que esperar completar sete anos para poder aprender a remar. Hoje já estou sabendo fazer leme de proa, varredura e aprendendo o rolamento. Gosto muito daqui e quero chegar na Seleção Brasileira como a Ana Sátila”, disse a caçula Milena.
 
Para o pai a presença dos filhos no Projeto é muito animadora devido a clareza da metodologia de ensino onde deixa evidente para todo mundo que as notas escolares são muito mais importantes do que as medalhas.
 
“Se reprovar de ano, pode ser campeão brasileiro ou mundial, ficará fora até que consiga recuperar suas notas. Meus filhos já tinham boas notas na escola e depois que ingressaram no Projeto ficaram ainda mais comprometidos. Além disso estão gostando muito de uma atividade física que para a saúde deles é muito importante, mas todos sabem que o fundamental é permanecerem estudando para ter um futuro profissional que consiga sustentar suas famílias lá na frente”, comenta Seu Agnaldo.
 
Sua esposa Maria Lúcia, há poucos dias deu a luz ao mais novo integrante da família, o pequeno Gabriel, e o patriarca já sabe prevê o futuro dele. “Será mais um atleta de Canoagem Slalom”, fala.
 

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