Irmãs Vieira dominam badminton feminino dos Jogos Escolares da Juventude

Juliana, de apenas 12 anos, vence a irmã mais velha Julia na decisão. Nas duplas elas foram campeãs / Foto: Gaspar Nóbrega/Exemplus/COBJuliana, de apenas 12 anos, vence a irmã mais velha Julia na decisão. Nas duplas elas foram campeãs / Foto: Gaspar Nóbrega/Exemplus/COB

Curitiba - O tênis internacional é dominado pelas irmãs Williams. No badminton dos Jogos Escolares da Juventude Curitiba 2017 o domínio da primeira divisão foi das irmãs Vieira. Julia e Juliana Vieira conquistaram ouro e prata no torneio de simples, ouro e prata nas duplas mistas e, juntas, foram campeãs do torneio de duplas.
 
Assim como as irmãs Williams, a caçula das irmãs Vieira tem um histórico superior ao da irmã mais velha e, aos 12 anos, conta com um currículo invejável e uma experiência de vida que poucos jovens brasileiros podem contar.
 
Juliana morou dois meses na China, em 2015, com outros 17 jovens atletas brasileiros para treinar no país que é referência mundial no badminton. No ano passado, Juliana Vieira morou três meses na Espanha e nesse ano, outro intercâmbio de três meses, sempre em Oviedo. A promessa do esporte brasileiro, não para os Jogos Olímpicos de 2020, mas quem sabe já para 2024, treinava no mesmo clube onde a espanhola Carolina Marín, bicampeã mundial e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016, deu suas primeiras raquetadas na peteca.
 
“Foram experiências únicas. No fim desse mês, eu vou estudar e treinar na Espanha, mas dessa vez eu vou para ficar”, disse a menina, com a certeza do que quer para o futuro. Apesar da pouca idade e da distância da família e dos amigos, Juliana afirmou que não terá nenhum problema em morar sozinha na Europa. “Vou morar em um alojamento que eu já conheço, que concentra vários atletas. Já falo um pouco espanhol, mas vou dominar o idioma e viver intensamente o esporte para alcançar o meu objetivo de ser campeã mundial e olímpica”.
 
Além da China e da Espanha, Juliana já conheceu diversos países por causa do esporte. “Canadá, Bélgica, Peru, quando eu fui campeã pan-americana, Chile, México, onde disputei o título, mas fiquei com a medalha de prata no segundo Campeonato Pan-americano da minha carreira, quando eu tinha 11 anos. No Mundial júnior do ano passado disputado em Bilbao, também na Espanha, venci o primeiro jogo, mas a competição foi muito difícil e eu não dei sorte no chaveamento. Fui derrotada na segunda rodada por uma atleta que ficou com o vice-campeonato”, comentou.
 
Juliana lembrou que diversos amigos e amigas, jovens piauienses do badminton, estão morando tanto na Espanha quanto na Indonésia, onde será disputado o Mundial júnior desse ano. Campeões em edições anteriores dos Jogos Escolares, Fabrício Farias, Sânia Lima e Vinícius Evangelista, já estão em Jacarta, capital da Indonésia, situada na Ilha de Java, treinando para a competição.
 
“O Piauí é a grande potência do badminton brasileiro, estamos sempre vencendo os campeonatos. Diversos atletas fazem parte das categorias de base e da seleção adulta. O esporte não para de crescer no nosso estado. Além dos jogadores a gente conta também com ótimos técnicos, como o Jarmesson Brito”, lembrou.
 
Fã de Tai Tzu Ying, campeã taiwanesa com apenas 16 anos, Juliana afirmou que o esporte melhorou o seu desempenho em tudo na vida. “O esporte melhorou o meu desempenho na escola, me dá disciplina porque eu treino todos os dias, responsabilidade maior, educação, a gente aprende a lhe dar melhor com as pessoas, principalmente os adversários. Meu ídolo é sem dúvida a Tai Tzu. Ela me inspira muito. Joga super bem, tem humildade, respeita os adversários. Quero ser que nem ela no futuro”, afirmou.
 
Juliana não perdeu um set sequer durante toda a competição, seja no torneio de simples ou nos dois torneios de duplas. Na decisão das duplas femininas, Julia e Juliana venceram as paranaenses Andressa Pontes e Gabriela Iwata por 2 sets a 0, com um duplo 21/9. Ao lado de Thiago Mozer, Juliana venceu a irmã Julia Vieira, que fez dupla com Marcos Sousa, também por 2 a 0, parciais de 21/13 e 21/10. Já no torneio de simples, Juliana bateu a irmã mais velha por 2 sets a 0 (21/8 e 21/17). “Faz tempo que eu não ganho dela”, resignou-se Julia, com a medalha de prata no simples e nas duplas mistas, mas que também levou uma medalha de ouro pra casa, justamente quando fez parceria com a caçulinha da família.
 
 

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