COI deve redistribuir as medalhas do 4x100 m masculino de 2008

Bruno Lins / Foto: Wagner Carmo / CBAtBruno Lins / Foto: Wagner Carmo / CBAt

São Paulo - A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), com sede na Suíça, negou o último recurso da Jamaica, que pretendia manter a medalha de ouro no revezamento 4x100 m, recebida nos Jogos Olímpicos de 2008, disputados em Pequim, na China. A equipe caribenha terminou em primeiro lugar, comandada pelo astro Usain Bolt. Trinidad y Tobago ficou em segundo lugar, o Japão em terceire e o Brasil em quarto.
 
No entanto, em teste refeito pela Agência Mundial Antidoping (WADA), em 2017, com o material coletado em 2008, o jamaicano Nesta Carter, que disputara a prova, deu resultado positivo. Depois de vários recursos o caso chegou à CAS que encerrou o assunto nesta quinta-feira (dia 31), contra o interesse da Jamaica.
 
A imprensa internacional deu grande repercussão à decisão da CAS, enfatizando que agora o Comitê Olímpico Internacional (COI) deverá fazer a realocação das medalhas, o que levará o Brasil a ganhar mais um pódio olímpico em Pequim. Assim, os quartetos trinitino, japonês brasileiro herdarão as medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente.
Aliás, foi o que aconteceu também na prova feminina do 4x100 m naquela mesma edição dos Jogos: a Rússia terminou em primeiro lugar, mas posteriormente uma de suas atletas da prova deu resultado positivo para o uso de substância proibida. Da mesma forma, depois da decisão da CAS, o COI redistribuiu as medalhas e o quarteto feminino do Brasil levou o bronze, com Rosangela Santos, Thaissa Presti, Lucimar Moura e Rosemar Coelho Neto.
 
Já o quarteto masculino do Brasil, titular em 2008, teve todos os integrantes oriundos de Estados do Norte e Nordeste: Vicente Lenilson de Lima (RN), Sandro Viana (AM), Bruno Lins (AL) e José Carlos Moreira “Codó (MA).
 
“Vamos aguardar as providências do COI”, comemorou o presidente da CBAt, Warlindo Carneiro da Silva Filho, nascido na Paraíba, mas que fez sua vida como atleta, treinador, professor e dirigente em Pernambuco. “Nosso País receber mais um pódio olímpico é sempre motivo de alegria”, disse o dirigente, que parabenizou os atletas da equipe.
 
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