Alexsandro de Melo, o Bolt, conquista duas medalhas de ouro no Brasileiro Sub-23

Apelido do saltador vem da semelhança com o velocista americano pela altura; integrante da B3 Atletismo garantiu o título nacional no distância e no triplo, em Porto Alegre (RS), e já trabalha para ir ao Mundial Indoor em 2018 / Foto: Osvaldo F./ContrapéApelido do saltador vem da semelhança com o velocista americano pela altura; integrante da B3 Atletismo garantiu o título nacional no distância e no triplo, em Porto Alegre (RS), e já trabalha para ir ao Mundial Indoor em 2018 / Foto: Osvaldo F./Contrapé

Porto Alegre - Alexsandro de Melo, o Bolt, conquistou duas medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro Sub-23, disputado no fim de semana (28 e 29/10/2017), em Porto Alegre (RS).
 
Representante da B3 Atletismo na competição, o saltador venceu a prova do salto em distância (8,15 m), no sábado, e a do salto triplo (16,07 m), no domingo. Mas Bolt já está na temporada 2018. Depois de um mês de férias, retomou os treinos. A partir de agora, deve priorizar o salto triplo, em busca dos 17 metros, e espera conquistar uma vaga no Mundial Indoor de Birmingham, em março. “Comecei a base mais cedo, justamente com esse objetivo.”
 
Em 2017, sua primeira temporada na B3, Bolt já conquistou o título de campeão do Troféu Brasil no salto triplo, com 16,42 m. No dia 17 de junho, no Circuito Prata 2ª Etapa, em São Bernardo do Campo, ele alcançou a melhor marca pessoal na prova, 16,65 m. Seu recorde pessoal no salto em distância é 8,12 m, de 2015. Em Porto Alegre, superou o resultado, mas como o vento estava acima do permitido (2,2 m/s), a marca não será validada para ranking. “Mesmo com a marca não sendo homologada, estou muito contente porque saltei bem. Sei que tenho tudo para ir longe na próxima temporada”. O resultado, índice para a última Olimpíada no distância, fez o jovem saltador ganhar ainda mais confiança para o ciclo de Tóquio/2020.
 
Bolt, de 22 anos, é de Londrina (PR) e é treinado por Neilton Moura. Apesar de ser saltador, ganhou o apelido do ídolo da velocidade de seu ex-técnico.  “Quando comecei a treinar, era muito baixo para a minha idade. Mas cresci muito em dois anos, fiquei maior que todo mundo. Como meu ex-técnico, Fernando Donatan, queria muito que eu fizesse os 100 m, começou a me chamar de Bolt. E até hoje tenho que contar essa história, do motivo de ser Bolt, apesar de saltador”
 
O paranaense conheceu o atletismo aos 13 anos, a convite da prima Janaina, que já praticava a modalidade no projeto Londrina Caixa de Atletismo. “A primeira coisa que fiz foi ir para a caixa de areia”, diz Alexsandro, sobre seu “amor à primeira vista”, apesar de ter feito testes em várias outras provas. Treinou em Londrina até 2014, quando se mudou para São Paulo, a convite de Neilton, e passou a fazer parte da equipe Orcampi. Especialista no triplo, sob a orientação de Neilton, passou também a competir no distância. Em 2015, foi para os Jogos Pan-Americanos de Toronto e para o Mundial de Pequim nesta prova.
 

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